Friday, December 16, 2005

António em acção (mais uma vez)

Ritinha era uma oradora considerável, entre perdigotos e neologismos suspeitos divulgava a sua fé. O silêncio do António era a prova irrefutável da oralidade envolvente da Ritinha. Mas aquilo não era para continuar durante muito. E as últimas palavras da Ritinha desencadearam uma avalanche.

- E tu, quem és tu com este ar de intelectual? – foi o puxar do gatilho para o António começar a disparar.

- Eu? Quem sou eu? Querida sou a razão pura do Kant, sharp and rapid, o sonho do Wilkinson e o pesadelo do Gillette. Sou a navalha do Okham, a espada de Dâmocles. Sou o psichokiller do Bret Eliston Ellis e o Mr. Wolf do Tarantino. Sou um cold blooded filha de puta, ah e um animal na cama.

A parte do Wilkinson era nova, nunca o tinha ouvido.

- Siimm, mas o teu noome? – murmurou a poça da banha que resto da Ritinha derretida.

- Para ti, bebê, chama-me bebêêê... – aquele som gutural do António foi o cúmulo. Tivemos de sair daí e rápido.

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